SACRIFÍCIO

A Semana Santa, semana maior, inicia-se com a celebração do Domingo de Ramos na Paixão do Senhor, Escolhemos para esta semana, como fonte de toda a graça, o SACRIFÍCIO de Cristo, que Se entregou à morte por todos nós. Somos chamados a unirmo-nos a Cristo. Se Ele Se entregou por nós, também nós devemos dar a vida pelos irmãos. O verdadeiro sacrifício é o «dom de si».

 

E realçamos, à luz da mensagem de Fátima, a importância do sacrifício, a que os pastorinhos estão dispostos, para alcançar a conversão dos pecadores. À pergunta “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?”, eles respondem prontamente: “Sim, queremos”. Num tempo em que tão facilmente se sacrificam os outros aos interesses egoístas, importa realçar a capacidade de se sacrificar pelos outros, do sacrifício pelos pecadores, que tantas vezes é pedida aos pastorinhos. Sacrificar-se pelos pecadores parece algo do passado, contudo nada mais necessário hoje no nosso mundo sacrifical que crucifica os pobres no altar do dinheiro e do poder. Os Bispos portugueses recordam-nos a importância do sacrifício e da reparação, no nosso processo de identificação com Cristo crucificado: “Partindo da sua profunda união com Deus, os pastorinhos tomaram consciência de que os outros são tão importantes que se sacrificaram por eles. Foi assim despertando a sua responsabilidade: não podiam abandonar o pecador na sua culpa ou o que sofre no seu sofrimento. O convite à conversão e à reparação desafia-nos a não nos resignarmos diante da banalização do mal, a vencermos a ditadura da indiferença face ao sofrimento que nos cerca” (cf. FSE 12).

ORAÇÃO

Na quinta semana da Quaresma, temos diante de nós o Evangelho da ressurreição de Lázaro (Jo 11,1-42). O texto acentua a relação de amizade que une Jesus e Lázaro e, ao mesmo tempo, desenvolve o diálogo orante de Jesus com o Pai: «Pai, dou-Te graças por me teres atendido» (Jo 11,41). Pelo que, nesta semana, somos desafiados a valorizar a ORAÇÃO, na linha da mística de Santa Teresa, como um “tratar de AMIZADE com Aquele que sabemos que nos ama” (Livro da Vida, 8,5). 

 

“O apelo à oração é comum a todas as aparições, em Fátima, de maio a outubro de 1917. (…) Sem oração não há conversão. Sem conversão não há mudança de vida. Sem mudança de vida não há paz. O mundo novo começa quando o homem se abre a Deus, em oração e adoração” (PDP 2016/17, p. 28). “O nosso maior erro é o de pensarmos que só as grandes ações económicas e políticas podem transformar o mundo. É a tentação mesmo entre os cristãos de pensar que a oração não tem muito valor. Ora aqui em Fátima ouvimos falar de coisas escondidas – conversão, oração, penitência – que parecem não ter nenhuma importância política, mas são coisas decisivas, são as formas renovadoras do mundo” (Cardeal Ratzinger, in Aura Miguel, O segredo que conduz o Papa, p. 151). O apelo da Virgem de Fátima aos pastorinhos é constante nas aparições: «orai, orai muito».

CONTEMPLAÇÃO

Na quarta semana da Quaresma, o Evangelho da cura do cego de nascença (Jo 9,1-40) ajuda-nos a meditar no Batismo, como sacramento da iluminação, e a abraçar a fé como uma nova visão, “como um caminho do olhar em que os olhos se habituam a ver em profundidade” (Papa Francisco, Lumen Fidei, 30). Somos despertados para a necessidade de um novo olhar, de um olhar contemplativo pois, “só quando somos configurados com Jesus é que recebemos o olhar adequado para o ver” (Ibidem, 31). Por isso, a fonte da alegria que propomos é a CONTEMPLAÇÃO, esse olhar novo e profundo, com os olhos de Deus. “A contemplação é o olhar da fé, fixado em Jesus. «Eu olho para Ele e Ele olha para mim» – dizia, no tempo do seu santo Cura, um camponês d’Ars em oração diante do sacrário. Esta atenção a Ele é renúncia ao «eu». O seu olhar purifica o coração. A luz do olhar de Jesus ilumina os olhos do nosso coração; ensina-nos a ver tudo à luz da sua verdade e da sua compaixão para com todos os homens. A contemplação dirige também o seu olhar para os mistérios da vida de Cristo. E assim aprende o conhecimento íntimo do Senhor» para mais O amar e seguir” (CIC 2715).

 

Na primeira aparição de Nossa Senhora, diz Lúcia, que uma luz tão intensa, como que reflexo que das mãos da Virgem expedia, “penetrando-nos no peito e no mais íntimo da alma, fazia-nos ver a nós mesmos em Deus, que era essa luz, mais claramente que nos vemos no melhor dos espelhos”. A experiência repete-se na segunda aparição: “Foi no momento em que disse estas últimas palavras que abriu as mãos e nos comunicou, pela segunda vez, o reflexo dessa luz imensa”. O perfil contemplativo do Pastorinho Francisco Marto é muito sugestivo: “Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor, naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus!”. Chega a exclamar em julho de 1917: "Nós estávamos a arder naquela luz que é Deus e não nos queimávamos. Como é Deus? Não se pode dizer. Isto sim que a gente não pode dizer". Jacinta dizia: “Gosto tanto de Nosso Senhor! Por vezes julgo ter um fogo no peito, mas que não me queima”.

ADORAÇÃO

Na terceira semana da Quaresma, temos para meditar o belíssimo diálogo do encontro de Jesus com a Samaritana junto ao poço de Jacob. Do diálogo retemos a frase “os verdadeiros adoradores do Pai adoram-n´O em espírito e em verdade” (Jo 4,23). E por isso, propomos a Adoração como fonte de alegria.

Na Carta Pastoral dos Bispos, Fátima, Sinal de Esperança para o Nosso Tempo, é destacada a importância da atitude adorante (cf. n.º 8), de modo a voltarmos a centrar o olhar em Deus Trindade. No final desta semana teremos a iniciativa «24 horas para o Senhor» e podemos então valorizar a Adoração ao Santíssimo. O Pastorinho Francisco nutria uma especial devoção à Eucaristia e passava muito tempo na Igreja, adorando o Sacramento do altar a que chamava "Jesus escondido". A adoração deve ser procurada como “fonte inesgotável de santidade” (EE 10). Na verdade “a Eucaristia é um tesouro inestimável: não só a sua celebração, mas também o permanecer diante dela fora da Missa permite-nos beber na própria fonte da graça” (EE 25).

PALAVRA DE DEUS

 

Na segunda semana da Quaresma,  o apelo «escutai-O», na cena da transfiguração (cf. Mt 17,1-9), convida-nos à escuta da Palavra, a voltar ao essencial. Na verdade “a Sagrada Escritura é fonte de alegria” (EG 5)! “O anúncio da Palavra cria comunhão e gera a alegria. Anunciando a Palavra de Deus, queremos comunicar também a fonte da verdadeira alegria, que brota da certeza de que só Jesus tem palavras de vida eterna” (cf. Bento XVI, Verbum Domini, 123).

 

A mensagem de Fátima pode aparecer-nos como uma espécie de «Evangelho breve» (Dom Alberto Cosme do Amaral), onde o essencial do kerigma cristão nos é reproposto. Ela traz de novo a realidade e a vida de Deus à consciência dos homens, num mundo que d’Ele se alienou. As revelações privadas, como a das aparições, não acrescentam «novidade» em relação à revelação pública que a Palavra de Deus nos faz. O seu papel não é "completar" a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a vivê-la mais plenamente numa determinada época da história.

CONVERSÃO

 

Na primeira semana da Quaresma, e já antes, no início, com a imposição das cinzas, ressoa o apelo à CONVERSÃO, não apenas como mudança de atitudes, mas também como regresso a Deus, mudança de mentalidade, transformação do olhar e dos movimentos do coração.

 

E aqui a mensagem de Fátima vem ao nosso encontro, com o seu repetido apelo: «penitência, penitência, penitência» (FSE 11). A dimensão pessoal da conversão é central na mensagem de Fátima (cf. PDP 2016/17, pp. 28-29). E, no entanto, o apelo à conversão feito em Fátima não se esgota na sua dimensão pessoal: ele é também convocação ao dom de si pela conversão dos outros e pela conversão dos dinamismos da história, na certeza de que a comunidade dos crentes, no discipulado de Cristo, tem um ministério de conversão. “O convite à conversão, à oração e à penitência pretende desbloquear os obstáculos que impedem os seres humanos de experimentar uma bondade que procede de Deus e foi depositada no coração humano” (FSE 3).

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