MISSÃO

 

Com o Pentecostes, tem início a missão da Igreja. Ao longo do Tempo Pascal procurámos sair ao encontro dos outros, levando “o vinho novo” da “alegria do Evangelho”, que se renova e se comunica (EG 2). E agora, tal como os Apóstolos, “cheios do vinho doce do Espírito” (At 2,13) vivemos ainda com maior ardor e alegria a missão, experimentando e saboreando a “doce e reconfortante alegria de evangelizar” (EN 80; EG 9). A missão “é algo que não posso arrancar do meu ser, se não me quero destruir. Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo. É preciso considerarmo-nos como que marcados a fogo por esta missão de iluminar, abençoar, vivificar, levantar, curar, libertar” (EG 273).

 

“Lúcia assumirá como missão da sua vida transmitir a todos o amor de Deus manifestado no Coração Imaculado de Maria. Viverá para recordar ao mundo, não a miséria do que existe, mas a grandeza da misericórdia divina, deixando assim transparecer «o que as aparições de Nossa Senhora, na Cova da Iria, tinham de mais íntimo». É na fidelidade a esta missão que, mesmo a partir da clausura da sua vida monástica, dará testemunho ao mundo de que o segredo da felicidade é viver no amor” (FSE 9). Por isso, “a missão dos cristãos manifesta-se no esforço por tentar tudo fazer, para que o poder do mal seja detido e continuem a crescer as forças do bem. Na fortaleza da Mãe revela-se a fortaleza de Deus; e nesta convicção se aviva e revitaliza a fortaleza dos crentes” (FSE 15).

ESPERANÇA

 

“A Ascensão de Cristo é a nossa esperança: tendo-nos precedido na glória para aí nos chama como membros do seu Corpo”. É assim que rezamos na Oração coleta da solenidade da Ascensão do Senhor, que desperta em nós os desejos da Pátria celeste e ilumina os olhos do nosso coração para compreendermos a que esperança fomos chamados (cf. 2.ª leitura: Ef 1,17-23). Entre muitas perspetivas, podemos realçar, a partir deste domingo, a ESPERANÇA na vida eterna: a boa-nova do fim.

 

Muitas vezes, os Pastorinhos querem saber quem vai para o Céu! Na 1.ª aparição, Lúcia pergunta se ela, Jacinta e o Francisco vão para o Céu e se no Céu estão pessoas conhecidas, como a Maria das Neves e a Amélia. Pelos que não estão, eles rezam, sacrificam-se por eles. “Na mensagem de Fátima, os acontecimentos da humanidade e da Igreja são submetidos ao critério escatológico, ou do fim último, para iluminar e julgar o presente e para nos indicar o caminho reto do futuro. A advertência grave do “juízo” que paira sobre o mundo como possibilidade de autodestruição infernal, isto é, a possibilidade de tudo acabar reduzido a cinzas, é anunciada juntamente com a esperança teologal da vitória sobre o mal a partir da conversão dos corações a Deus. Por outro lado, os Pastorinhos compreenderam e viveram a beleza do Céu que o Anjo e Nossa Senhora lhes fizeram saborear como plenitude do amor de Deus que os fascinou. Como contraste, é apresentada a situação infernal (que não se trata de uma fotografia do Inferno) de quem se encontra à margem do amor de Deus e no vazio de justiça e de salvação. Assim nos é dado ver a seriedade do amor e a responsabilidade da nossa liberdade nos dramas da história” (MT 22).

 

TESTEMUNHO

A sexta semana da Páscoa prepara-nos já para o acolhimento do Espírito Santo, que nos é dado, para o TESTEMUNHO. A 1.ª leitura (cf. At 8,5-8;14-17) reporta-nos ao dom do Espírito Santo pela imposição das mãos dos apóstolos Pedro e João aos cristãos da Samaria, que tinham sido «apenas batizados em nome do Senhor Jesus». Aqui temos a inspiração fundacional do que viria a ser o sacramento do Crisma ou da Confirmação. Na 2.ª leitura (cf. 1 Pe 3,15-18), São Pedro exorta-nos à prontidão em testemunhar as razões da nossa esperança. Pelo que somos desafiados a valorizar o testemunho contagiante de uma fé, alegre e feliz, como primeira forma de evangelização.

 

“Os pastorinhos não são apenas três crianças. São crianças, que dão um testemunho heroico da fidelidade a Deus e à Igreja, mesmo diante de ameaças e em ambiente de hostilidade. Elas revelam-se fiéis à prática da oração diária e do sacrifício generoso das suas vidas, do amor à Eucaristia e ao Santo Padre, da atitude contemplativa face à obra da criação” (Plano Diocesano de Pastoral 2016/2017, p. 34). São bem conhecidos os testemunhos corajosos dos Pastorinhos que, mesmo sob ameaça, se mostram firmes e verdadeiros, sem recuarem nem se deixarem intimidar. Ao beatificar os Pastorinhos no dia 13 de maio do ano 2000, o Papa João Paulo II reconhece, no testemunho destas crianças não mártires, um alto grau de heroicidade e apresenta-as como “duas candeias que Deus acendeu para alumiar a humanidade nas suas horas sombrias e inquietas” (São João Paulo II, Homilia, 13.05.2000).

SERVIÇO

A liturgia da Palavra do domingo, que inicia a 5.ª semana da Páscoa, traz-nos, na 1.ª leitura (cf. At 6,1-7), o testemunho da escolha dos primeiros sete diáconos, numa comunidade em que os diversos ministérios se parecem agrupar paulatinamente em três dimensões pastorais estruturantes: a profecia, a liturgia, e a caridade ou, como resumiu Bento XVI, “a natureza íntima da Igreja exprime-se num tríplice dever: anúncio da palavra, celebração dos sacramentos e serviço da caridade” (Bento XVI, Deus Caritas est, 25). A 2.ª leitura (cf. 1 Pe 2,4-9) desenvolve a ideia do sacerdócio comum dos fiéis e o lugar de cada um como «pedra viva na construção do templo espiritual». Pelo que somos desafiados a viver a alegria do SERVIÇO e o serviço da alegria, nos diversos ministérios.

 

Maria, a humilde serva do Senhor, educa-nos na alegria do serviço e, em Caná, revela-se servidora da alegria do Evangelho. Os Pastorinhos revelavam grande generosidade nos serviços mais humildes e enorme capacidade de se sacrificarem pelos outros. A título de exemplo, “havia na freguesia de Fátima, uma velhinha, chamada Maria Carreira, a quem os filhos mandavam pastorear um rebanho de cabras e ovelhas pouco domesticadas. Estas, às vezes, tresmalhavam-se-lhe e ela ficava muito aflita. O Francisco era o primeiro a correr em seu auxílio, juntando-lhe as que se tinham tresmalhado. A pobre velhinha chamava-lhe o seu Anjinho da guarda” (Memórias da Irmã Lúcia I, 10.ª edição, 2005, p. 158).

VOCAÇÃO

A quarta semana da Páscoa começa com o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. A Mensagem do Papa para este dia insiste na dimensão missionária de toda a VOCAÇÃO. O domingo, que inicia a semana, coincide com o Dia da Mãe. Associando as duas dimensões (maternidade e vocação) recordamos a expressão do profeta: “O Senhor me chamou desde o ventre de minha mãe” (Jr 1,5).

No nosso Plano Diocesano (cf. PDP 2016/17, pp. 34-35) destacámos a resposta vocacional, testemunhada pelos Pastorinhos: “Os pastorinhos não são apenas três crianças. São crianças, que dão um testemunho heroico da fidelidade a Deus e à Igreja, mesmo diante de ameaças e em ambiente de hostilidade. (…) Neste sentido, ajudam-nos a perceber que a iniciação à vida espiritual e a descoberta da vontade de Deus, para a vida de cada um, não é assunto que se possa omitir, no período da infância, ou relegar apenas para a adolescência e juventude, pois também nesta fase da vida é possível à pessoa, enquanto ser religioso responder e corresponder aos apelos de Deus” (PDP 2016/17, p. 34). “O exemplo dos Pastorinhos pode-nos encorajar a reforçar a dimensão vocacional da catequese e uma pastoral vocacional, que não descure os de mais tenra idade” (PDP 2016/17, p. 35).

PEREGRINAÇÃO

A terceira semana da Páscoa é dedicada à oração pelas vocações, que culmina no domingo seguinte. Mas o Evangelho do 3.º domingo reporta-nos à cena dos discípulos de Emaús, na tarde de Páscoa. Para afirmar a dimensão missionária da vocação cristã o Papa Francisco, na Mensagem para o Dia Mundial das Vocações de 2017, entre outros textos evangélicos, refere o caminho que Jesus faz com os discípulos de Emaús. Neste Evangelho, diz o Papa, “Jesus vem colocar-Se ao nosso lado no caminho (…); nesta cena, temos uma autêntica e real «liturgia da estrada», que precede a da Palavra e da fração do Pão e nos faz saber que, em cada passo nosso, Jesus está junto de nós”. Por isso, propomo-nos valorizar a PEREGRINAÇÃO, como caminho da alegria, na linha do nosso Plano Diocesano (cf. PDP 2016/17, pp. 39-40). 

Estamos prestes a iniciar o mês de maio e, com ele, multiplicam-se as peregrinações. O caminho exterior da peregrinação a Fátima é convite a um caminho interior na intimidade do peregrino, certo da companhia de Maria, peregrina cheia de graça, que encoraja na busca de Deus – Ela que guardava preciosamente a vida de Jesus no seu coração (cf. Lc 2,19) – e no cuidado atento aos irmãos – Ela, mulher atenta às inquietações dos outros (cf. Jo 2,3). 

MISERICÓRDIA 

A segunda semana da Páscoa começa com o domingo «in albis» (alusão aos novos batizados vestidos “de branco”), instituído por São João Paulo II como «Domingo da Divina Misericórdia». Por isso, a fonte de alegria que propomos, para esta semana, é a MISERICÓRDIA. A abundância desta misericórdia, que nos alcança o perdão dos pecados é sinalizada pela efusão do Espírito Santo, na tarde do Domingo de Páscoa, o primeiro dia da semana (cf. Jo 20,19-23) e deve traduzir-se na prática das obras de misericórdia corporais e espirituais (MM 18). No nosso Plano Diocesano de Pastoral reafirmamos a misericórdia, como princípio de ação pastoral (cf. PDP 2016/17, pp. 17-18).

 

Misericórdia é uma palavra-chave da mensagem de Fátima. A sugestiva expressão de S. Tiago de Sarug (falecido em 521) atribuída a Maria como «nuvem de misericórdia» que carrega as angústias e esperanças de todo o mundo», traduz bem o sentido das aparições de Fátima e o cerne da sua mensagem. Nas aparições do Anjo, este diz aos videntes: “Os corações de Jesus e de Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia”. E a visão deslumbrante com que se encerram as aparições à vidente Lúcia, em Tui, termina com estas palavras em letras grandes: Graça e Misericórdia. É esta a síntese da mensagem de Fátima. “Desde a sua génese, o acontecimento de Fátima revela os desígnios de misericórdia que Deus desejava realizar através dos pastorinhos sob o olhar maternal da Mãe de Jesus. Concluído o Ano Santo da Misericórdia, é necessário conservar e desenvolver este manancial, dar o primado à misericórdia, numa cultura contemporânea que a quer erradicar. A misericórdia é o que nos impele a abrir o coração ao outro, aprisionado pelo mal ou pelo sofrimento” (FSE 15). Num mundo sedento de vida plena, mas desencontrado da sua nascente e apostado em construir «cisternas para si, cisternas rotas, que não podem conter as águas» (Jr 2,13), é a própria nascente que vai ao encontro de quem tem sede.

ANÚNCIO

 

“Cristo ressuscitado e glorioso é a fonte profunda da nossa esperança, e não nos faltará a sua ajuda para cumprir a missão que nos confia” (EG 275). É com esta alegria que faremos o ANÚNCIO pascal. Esta é a palavra que gravamos junto do altar, que é a verdadeira «ânfora». A alegria da Páscoa não se guarda dentro de portas. Ela faz-se anúncio, a quantos tiverem a sua porta aberta, nomeadamente através da Visita Pascal. A nova etapa evangelizadora da Igreja deve ser marcada por esta alegria (cf. EG 1). “O homem é amado por Deus! Este é o mais simples e o mais comovente anúncio de que a Igreja é devedora ao homem. A palavra e a vida de cada cristão podem e devem fazer ecoar este anúncio: Deus ama-te, Cristo veio por ti. Para ti, Cristo é Caminho, Verdade e Vida” (São João Paulo II, Christifideles laici, 33)!

 

Na Carta Pastoral, os nossos Bispos recordam os carismas dos videntes, atribuindo a Francisco a contemplação, a Jacinta a compaixão, e a Lúcia o anúncio: “Lúcia assumirá como missão da sua vida transmitir a todos o amor de Deus manifestado no Coração Imaculado de Maria. Viverá para recordar ao mundo, não a miséria do que existe, mas a grandeza da misericórdia divina, deixando assim transparecer «o que as aparições de Nossa Senhora, na Cova da Iria, tinham de mais íntimo»” (FSE 9).

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