QUEM SOMOS

A Paróquia de S. Mamede de Perafita está inserida na Vigararia de Matosinhos, Diocese do Porto. Dela, neste momento, fazem parte 12 organismos e um Centro Social: o Centro Social Paroquial Padre Ângelo Ferreira Pinto. Como o próprio nome indica, o padroeiro desta Paróquia é o mártir S. Mamede, cuja festa se celebra anualmente no 1º Domingo de Julho.

SÃO MAMEDE

Como nos conta o texto do Departamento dos Bens culturais da Igreja da Diocese do Porto, "S. Mamede viveu no séc. III, na Capadócia (hoje, Turquia). Os santos Gregório de Nazianzo e Basílio fizeram, de um simples pastor das redondezas de Cesareia (Kayseri), sem instrução nem fortuna, um distinto cristão. Vivia retirado, no meio dos seus rebanhos, padeceu o martírio e foi sepultado, próximo de Cesareia, cerca de 274. No séc. IV, manifestaram‐se muitos milagres, no seu túmulo. A sua reputação tornou‐se tal que o calendário oriental reservou‐lhe duas festas, no dia 1 ou 2 de Setembro e no primeiro domingo depois da Páscoa. A piedade popular não se satisfez na vida simples narrada pelos santos Gregório e Basílio.

 

Os actos apócrifos escritos, no séc. IV ou V, compuseram‐na. S. Mamede, segundo a legenda, significa o que foi aleitado. Nasceu no seio de uma família cristã comum da Capadócia (Ásia Menor). Alguns historiadores apontaram como ano de nascimento 259 (?) e o martírio, 275 (?). Dezasseis anos de vida. Nasceu na prisão, onde estavam os pais Teodoto e Rufina, martirizados, por serem cristãos, logo após o nascimento do filho. A piedosa mãe pediu ao Senhor, antes de morrer, que encontrasse alguém que cuidasse do bebé.   A prece foi ouvida e, após a sua morte, um anjo ordenou a uma viúva rica de Cesareia (Kayseri), chamada Ammia, que acolhesse o recém‐nascido. Recolhido, após a morte dos pais, a nobre e rica cristã deu‐lhe o nome de Mammès, porque o bebé lhe chamava mamma, isto é, mamã. Adoptando‐o, educou‐o na fé cristã, de tal modo que, desde cedo, se tornou um ardente confessor. Quando a mãe adoptiva morreu, deixou‐lhe a fortuna. Teria, então, 15 anos, no justo momento em que se iniciava a perseguição de Aureliano.

 

Dedicou‐se à pregação do Evangelho, de forma tão convicta e, extremamente, convencedora que o imperador Aureliano, diante dessa provocação, enviou Demócrito, como governador da Cesareia da Capadócia, com a missão de fazer abjurar a fé do jovem e agitador Mammès. Levado ao imperador e pressionado a sacrificar aos deuses do Império, Mamede resistiu e sofreu muitos, longos e refinados tormentos, de que saiu vencedor. Como recusasse, Demócrito, o governador de Cesareia, mandou queimar‐lhe o corpo, com fachos inflamados, mas nada removia a determinação do adolescente. Então, em desespero de causa, ordenou que o afogassem com uma massa de chumbo, atada ao pescoço. Mas, quando o levavam ao lugar do suplício, um anjo suspendeu‐o e levou‐o ao monte Argeu, próximo de Cesareia, onde se refugiou. Aí permaneceu, durante quarenta dias, retirado. No fim desses dias, viu um bastão cair do céu e ouviu uma voz que lhe dizia: «fustiga o solo». Mamede obedeceu e, então, apareceu o livro dos Evangelhos.

 

Brotou o livro dos santos evangelhos, «por onde – narra o seu hagiógrafo – foi mais admiravelmente instruído que o próprio Profeta Ezequiel, pelo rolo que lhe fora ordenado comer». Curiosa transposição do milagre clássico! Tomou‐o e pôde encontrar, nele, o consolo e ensinamento que buscava. Desse modo se instruiu e, de vez em quando, descia à cidade de Cesareia a pregar.   No monte, alimentava‐se do leite das corsas e das cabras e fabricava o queijo que um anjo lhe mandava distribuir pelos necessitados. Pacificava as bestas e os animais selvagens. Ursos, leões e tigres o seguiam como fazem os carneiros e ovelhas com o seu pastor. O tempo de Mamede era ocupado entre a conversão dos pagãos e o cuidado dos rebanhos.  

 

O imperador Aureliano nomeou, então, um novo governador da Capadócia, chamado Alexandre. O novo governador enviou os seus guardas para prender o jovem cristão, a fim de o julgar. Mamede recebeu‐os com queijos e leite e, enquanto comiam, as feras chegaram e envolveram‐no, formando uma invencível muralha protectora. Os soldados ficaram cheios de medo e espanto, mas Mamede tranquilizou‐os, prometendo que, em breve, iria à cidade. Pouco tempo depois, desceu à cidade e foi julgado. Acusado de ser bruxo com especiais S. Mamede Diocese do Porto 2 poderes sobre as feras, foi condenado. Prepararam o seu suplício e a fornalha onde seria lançado. Mamede correu espontaneamente para as chamas que lhe não fizeram mal nenhum. Nelas permaneceu três dias sem qualquer escaldão e saiu, depois, sem agravo.   Novamente preso, Mamede suportou nova série de horripilantes suplícios, sem, contudo, convencer os seus verdugos que se mantinham insensíveis à vista de provas tão evidentes de toda a potência divina. Foi então exposto aos leões do circo. Novo fracasso se manifestou para os carrascos, porque aquelas feras recusaram‐se a devorá‐lo. Antes, colocaram‐se a seus pés. Em desespero de causa, o governador Alexandre ordenou que um dos guardas cravasse um tridente de ferro no ventre do mártir. Do seu ventre se soltaram os intestinos. Mamede, com as mãos, segurou as suas entranhas que saíam da chaga escancarada.

 

Desse modo, abandonou o anfiteatro e dirigiu‐se para uma gruta situada a dois estádios do lugar, onde morreu. Foi este episódio da legenda que deu origem à representação tradicional. O número e a atrocidade dos tormentos que suportou, valeram‐lhe, no Oriente, o título de o Grande Mártir. O Martirológio de Lion (França), de 1667, assinala a sua festa a 17 de Agosto. E acrescenta: “De Cesareia, cidade da Capadócia, S. Mamam [rasurado] mártir, desde a idade da sua juventude até ao extremo da velhice (?), sofreu um contínuo martírio que felizmente concluiu, sob o imperador Aureliano e o Presidente (Governador) Alexandre, como o assentaram por escrito, os santos Basílio e Gregório de Nazianzo”.".

Citação/texto: Departamento dos Bens culturais da Igreja – Diocese do Porto

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