NOTÍCIA

Jornada Vicarial da Missão - Matosinhos

 Sob o lema “Eu sou uma missão na minha Terra” (Evangelii Gaudium – A alegria do Evangelho, n.º 273) realizou-se, no passado sábado, dia 27 de outubro, no salão paroquial de São Mamede de Infesta, a Jornada Vicarial da Missão, organizada e coordenada por dois leigos, Raquel Pereira e Abel Lourenço, pelo diácono Daniel Basto e pelo Pe. Amaro Gonçalo.    Participaram alguns párocos e diáconos permanentes e cerca de noventa leigos, distribuídos em cinco grupos de trabalho, aprofundando alguns “campos de missão” que a Vigararia sinalizou, como decisivos para a transformação missionária da Igreja.

 

Missão impossível na Escola?

 

 O Grupo, “Missão na Escola” foi orientado pelo Prof. António Madureira, Diretor do Secretariado Diocesano do Ensino da Igreja na Escola, e aprofundou o campo de missão do cristão (alunos, professores, pais) na Escola e o lugar da Disciplina de EMRC, como instrumento específico da missão da Igreja, nesta periferia do mundo escolar. Um desafio a agarrar, numa vigararia, como a de Matosinhos, onde são residuais as inscrições nesta disciplina opcional e de oferta obrigatória. Para superar esta realidade, urge tecer redes de ligação entre as escolas e as paróquias, potenciando o papel evangelizador dos professores cristãos que nelas devem exercer a sua profissão, não só  com competência profissional, mas também como lugar de testemunho, experiência de vocação e assunção destemida da missão. Revela-se necessária maior e melhor divulgação da mais-valia educativa e dos projetos desenvolvidos por EMRC na Escola, lutando contra a tentação dos pais e das direções escolares de oferecer apenas uma preparação académica para ingresso na Universidade ou uma preparação profissional, com ligação imediata ao mundo do trabalho. O envolvimento dos pais, num projeto educativo integral, com valores cristãos, e a justa articulação complementar, sem confusão, nem concorrência, entre Catequese e EMRC, têm ainda um longo a caminho a percorrer, por estas bandas. A possibilidade de EMRC chegar a mais alunos e alcançar também os Cursos Profissionais não deve ser encarada como «missão impossível», mas como a nova “Nínive” do anúncio do Evangelho. Para isso, impõe-se vencer “a síndrome de Jonas”, o medo de enfrentar os territórios humanos mais difíceis.

 

Jovens voluntários ou discípulos missionários?

 

  O Grupo “Jovens e(m) missão” foi orientado pelo salesiano, Pe. Rui Alberto, por indicação do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil. Acento para um necessário cuidado com a “imagem da Igreja”, junto dos jovens. Destacada a importância da dimensão social da evangelização e da promoção do voluntariado missionário ad gentes, mas também inter gentes, na nossa terra, no nosso meio. Foi recordado que, no compromisso de voluntariado cristão não se pode esquecer que o objetivo é ó de fazer crescer “discípulos missionários” e não apenas “jovens voluntários”, pois o próprio compromisso social há de tornar-se lugar de descoberta vocacional e testemunho concreto do seguimento de Jesus, no serviço aos que mais precisam.

 Tornar mais familiar a Catequese

 

  “Família, Catequese e Missão” foi o grupo de trabalho com mais participantes e contou com a partilha de experiências da chamada “Catequese familiar”, em três modos e contextos diversos, de três paróquias da nossa Diocese: Matosinhos, Cucujães (Oliveira de Azeméis) e Pombeiro (Felgueiras). Os animadores, pais e catequistas envolvidos nesta modalidade de catequese evidenciaram os seus muitos frutos positivos, sobretudo ao nível da reiniciação e reintegração comunitária dos pais, na vida da fé e da comunidade cristã, numa verdadeira “aliança de gerações”. Os presentes compreenderam que o projeto da catequese familiar pode adaptar-se, de acordo com as possibilidade, sensibilidades e limites de cada paróquia, mas representa um caminho de superação da escolarização da catequese, vista ainda por muitos pais como uma espécie de “ATL religioso”, distanciado da sua primeira finalidade, que é a de provocar a alegria do encontro com Jesus Cristo, no seio de uma comunidade. O Pe. Amaro Gonçalo, que orientou o plenário, acrescentou que, de uma forma ou de outra, é preciso tornar mais familiar a Catequese (aliás toda a pastoral) e recordou ainda que as chamadas “periferias existenciais”, para onde somos enviados, estão todos os dias “a entrar-nos pela porta dentro” no rosto destes pais, que pedem a catequese para os filhos ou vêm à procura de algum dos sacramentos e que é preciso acolher com ternura e exigência, facilitando percursos de aproximação a Cristo e à Igreja.

 

 Mundo do trabalho não é só para sindicalistas

 

  “A Missão no mundo do trabalho” foi também debatida e partilhada por um dos grupos, sob orientação de David Zamith e José Ferreirinha, da Associação Cristã de Empresários e Gestores. Ali se fez sentir que a luta pela dignidade do trabalho e do trabalhador não é um exclusivo dos sindicalistas, mas que os cristãos, nas empresas, quer como líderes empresariais, quer como empregados, não devem deixar de lutar pela humanização das relações laborais e pela justa articulação do trabalho com os compromissos familiares. Foi também reiterado que a aplicação dos princípios da Doutrina Social da Igreja não pode ser ignorada pelos que dirigem associações, empresas e instituições da Igreja, como, por exemplo, centros sociais e escolas católicas, pois estas devem distinguir-se exatamente por essa preocupação e não pela subjugação cega às regras do mercado ou a expedientes, por vezes, legais mas nem por isso menos imorais. Foi recordado pelo moderador como fazem falta leigos empenhados no mundo sindical, nas associações de pais, na defesa do consumidor, nas associações de trabalhadores etc. E aconselhou como guia de leitura para a intervenção dos cristãos o Doc Cat (uma versão do You Cat, sobre a Doutrina Social da Igreja) e a reflexão proposta pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz, sobre “a vocação do líder empresarial”.

 

Newsletter da Vigararia para um “Mar de gente”

 

  “Missão no mundo digital” era um “areópago” incontornável, quando se fala do anúncio do Evangelho, a todos e por todos os meios. Sob orientação da Equipa do Departamento de Comunicação da Arquidiocese de Braga, o encontro foi sobretudo de partilha de saberes, entre os participantes, para discernir a forma mais acertada e conveniente de “ir a jogo” nas redes sociais e aprender alguns “truques” que potenciam a eficácia da mensagem e a sua chegada alargada aos destinatários pretendidos. Foram dados alguns conselhos do uso das redes sociais, apontando boas e más práticas, neste campo. Com maior empenho, o grupo trabalhou a hipótese de uma newsletter da Vigararia, acabando por sugerir que esta podia ser concebida por uma Equipa Vicarial de Comunicação, onde estivessem representados e ativos, pelo menos, um membro por cada paróquia. Houve mesmo a sugestão de um título para esta newsletter, com edição semanal, de responsabilidade partilhada. Foi batizada mesmo ainda antes de nascer e terá o nome de “Mar de gente”. “Mar” por alusão à terra de horizonte e mar que é Matosinhos e também “de gente”, que insinua a proposta de chegar a todos, sem esquecer os novos “gentios”. O Pe. Amaro Gonçalo insistiu em dois tópicos, neste campo: temos uma “Boa Nova” a fazer ressoar e a ajudar a descobrir em cada pessoa, pelo que não a podemos calar. E isto de “comunicação” não é um “apêndice” da vida da Igreja. Define a sua essência: a sua identidade comunional e a sua vocação missionária.

 

  O plenário da reflexão dos grupos, no auditório do Centro Paroquial de São Mamede, agora renovado, foi muito enriquecedor para todos os que dali saíram com a consciência missionária desassossegada de que “é urgente evangelizar um mar de gente”.

 

AG

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