SERVIÇO E VOCAÇÃO

A PERSPECTIVA DE UM CATEQUISTA

REFLEXÃO

O Papa Francisco diz-nos que “ser” catequista é uma vocação de serviço na Igreja, que se recebeu como “dom” para ser transmitido.

A vocação é um chamamento para amar. Amor a Cristo. É a relação entre Deus e o Homem, é um diálogo porque há atenção para com o outro. É um dom que exige resposta de Fé. Vocação é, assim, um chamado ao diálogo com Deus em Jesus no Espírito Santo.

Deus diz-nos continuamente: “Chamei-te pelo teu nome. Tu és Meu.” Neste chamamento constante e firme há sempre um desafio a sermos quem somos e com quem somos, e a usarmos os nossos dons ao serviço dos outros.

O meu início de catequista foi um convite feito pela D. Fernanda e o Pe. Ângelo, a mim e a duas amigas, aos 15 anos, após termos recebido o sacramento da confirmação, reforçado pelos sentimentos de Deus no nosso coração. Fomos chamadas. O convite inicial veio de Deus. E assim, entusiasmadas e receosas ao mesmo tempo, iniciamos, as três, com um grupo de crianças.

Houve momentos, no começo e mesmo ao longo dos muitos anos a fazer catequese, de dúvida, em que me perguntei sobre o que estava realmente a fazer, sobre o motivo de ter dito sim, e se realmente sou suficientemente capaz para fazer este serviço. O mesmo se passa com outros…. Mas há um provérbio que nos recorda que “Deus não escolhe os capacitados, Deus capacita os escolhidos”.

Ser catequista é um serviço gratuito que não espera nada em troca porque nos sentimos bem servindo. A Verdadeira felicidade é servir o outro e a Deus. Amor ao próximo e a Deus. Ponto de partida e chegada é Jesus Cristo.

Deus precisa da minha e da tua resposta concreta, generosa e sem condicionamentos para continuar hoje a sua obra de salvação. Não respondemos ao chamamento para este serviço como pessoas individuais, mas servimos em nome de Deus e estamos a catequizar em nome da comunidade de fé, a Igreja. O catequista participa na missão de Jesus e como tal está sempre envolvido pela força do Espírito Santo, especialmente nos momentos desencorajadores.

Nós fazemos o que podemos, “plantamos (cada vez mais) as sementes” que um dia irão crescer, “regamos as sementes” já plantadas (cada vez menos), sabendo que asseguram uma promessa futura. Não podemos fazer tudo e isso capacita-nos a fazer algo mais e a fazê-lo bem… é um começo, um passo ao longo do caminho.

Quer sejamos catequistas de crianças, adolescentes ou jovens, a nossa função é agarrarmos as mãos de cada um e caminharmos juntos, ajudando-os continuamente a descobrir de um modo cada vez mais profundo a presença de Deus: a força e o amor incondicional de Deus em cada um… a alegria do encontro.

Um dos desafios de ser catequista é o de, às vezes, não saber “medir” o impacto e a mudança que acontece na vida daqueles com quem trilhamos o percurso cristão da fé, esperança e caridade. Sabemos, no entanto, que tudo o que fazemos, somos e vivemos é transmissão e testemunho de fé.
Ser catequista exige-nos sempre “querer mais” e desafiar aqueles com quem caminhamos para que compreendam profundamente os valores do Evangelho, vivendo-os no seu dia-a-dia.

D. Manuel Pelino Domingues disse, em 2016, nas jornadas nacionais de catequistas, que é urgente "sairmos de nós, estar mais atentos aos outros e acolhê-los aproximando-nos deles" pois o acolhimento é "sinal de que estamos atentos à Palavra". Ser Catequista, enquanto operário do evangelho, é pôr-se no caminho da fé com o outro". "É Jesus que tem força para nos fazer progredir no caminho da santidade e na alegria da fé", afirmou.

Uma história que pode resumir o que somos enquanto catequistas (Janet Schaeffler, OP):

“Ela estava cansada. Tinha trabalho para fazer em casa e no seu local de trabalho. A sua família, os seus pais, os seus vizinhos, as suas crianças precisavam dela. Ela tinha reuniões para assistir, amigos doentes para visitar, crianças para ajudar, encorajar, confortar, limpar, alimentar, transportar. Ela perguntava-se por que razão tinha dito “sim”.
Era ao domingo, à segunda-feira, à terça-feira, durante o dia e a cada noite da semana; crianças, jovens e adultos visitavam a paróquia, queriam saber mais, tinham questões, precisavam de atenção, queriam crescer. Ela tinha um planeamento feito e estava preparada, mas às vezes perguntava-se se valia a pena.
Estava cansada. As sessões de formação sobre a fé tinham sido muito preenchidas e exaustivas. Enquanto regressava a casa mal ouvia as palavras do seu filho que tagarelava muito contente ao seu lado. Mas de repente, ele captou a atenção dela. “O que disseste?”, perguntou ela.
“Deus não veio dar aula hoje, por isso, enviou a minha catequista”, repetiu o seu filho.
Ela encostou o carro à berma e abraçou-o, percebendo então que caminhar com outros no caminho da fé, ser catequista, valia a pena!”
Nas Jornadas Nacionais de Catequistas, de 2017, D. António Moiteiro disse que “a exemplo de Jesus cuja vida foi sempre um encontro com tantos e tantas que com Ele se cruzaram” somos convidados “hoje a testemunhar a alegria do encontro com o Mestre que connosco se encontra connosco”. E desafiou os catequistas a “partirem do encontro com Cristo” para “anunciarem e serem testemunhas do amor”.

Gosto e quero continuar a Ser Catequista, assim, o Espírito Santo me ilumine e dê forças. Até que a comunidade e o pároco o pretenda.

 

Glória Dias

SOBRE NÓS

A Paróquia de S. Mamede de Perafita está inserida na Vigararia de Matosinhos, Diocese do Porto. Dela, neste momento, fazem parte 12 organismos e um Centro Social: o Centro Social Paroquial Padre Ângelo Ferreira Pinto.

LOCALIZAÇÃO

PARÓQUIA DE SÃO MAMEDE DE PERAFITA


Praceta Padre Ângelo Ferreira Pinto, nº 25
4455-469 PERAFITA

COMUNICAÇÕES PAROQUIAIS

Para receber a newsletter ANuntio e todas as

comunicações paroquiais, indique:

Copyright © 2017 Todos os direitos reservados Paróquia de S. Mamede de Perafita